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HQs nacionais: um mercado em crescimento e a força da cultura brasileira

Lord Engel4 min

Hoje falando um pouco mais sobre HQS Nacionais

  HQs nacionais: um mercado em crescimento e a força da cultura brasileira

O mercado de HQs nacionais vem ganhando cada vez mais força no Brasil. Quando falamos em quadrinhos brasileiros, é comum que os primeiros nomes lembrados sejam Mauricio de Sousa e Ziraldo. No entanto, existe uma produção muito maior espalhada pelo país, formada por diversos artistas e autores que trabalham diariamente para conquistar espaço e fazer suas obras chegarem ao público.

Entre esses nomes estão Roger Ferraz, Tony, Elvis, Giga, Wagner, Joe Bennett, Tony Fernandez, Carlos Baku, entre muitos outros. Alguns estão ligados a diferentes períodos da produção nacional e continuam lutando até hoje pelo seu lugar ao sol.

A luta dos autores nacionais

Muitos autores enfrentam diariamente dificuldades para fazer suas HQs chegarem às pessoas. Mesmo assim, o Brasil possui uma grande variedade de criadores, estilos, histórias e propostas.

Dentro do próprio QG Engel também temos Valnei, que publica HQs e participa desse universo de produção nacional.

Existe ainda uma ideia equivocada de que histórias em quadrinhos são consumidas somente por crianças. O público das HQs também é formado por jovens e adultos, além dos leitores infantis e adolescentes. Os quadrinhos podem atingir diferentes gerações e abordar assuntos muito mais amplos do que aqueles normalmente associados ao público infantil.

A diversidade cultural brasileira nos quadrinhos

Como costumo comentar em diversas lives, o mercado nacional é uma verdadeira fervura cultural. O Brasil possui dimensões continentais e, de Norte a Sul e de Leste a Oeste, encontramos pessoas inseridas nas culturas de suas próprias cidades e regiões.

Muitos desses autores sentem a necessidade de levar essa cultura para além de seu local de origem.

É justamente essa diversidade que pode tornar os quadrinhos brasileiros tão interessantes. Histórias produzidas em diferentes lugares conseguem carregar características regionais e, ao mesmo tempo, dialogar com temas universais.

HQs também podem provocar reflexão

Os quadrinhos não servem apenas como entretenimento. Algumas obras podem fazer o leitor pensar e até rever determinadas formas de agir.

Também existem HQs voltadas para críticas políticas e para discussões relacionadas ao totalitarismo. Na minha visão como conservador, ainda são poucos os espaços destinados a autores com essa perspectiva dentro do mercado cultural.

Essa dificuldade também mostra a importância de conhecermos melhor aquilo que está sendo produzido e de abrirmos espaço para diferentes propostas dentro dos quadrinhos nacionais.

O trabalho com criadores no QG Engel

No canal, realizo entrevistas com diferentes criadores de HQs nacionais. Essas conversas ajudam a demonstrar o tamanho e a diversidade da cultura brasileira dos quadrinhos.

Ao mesmo tempo, acredito que precisamos conhecer e avaliar o material que consumimos.

Mesmo quando encontramos uma obra de qualidade, é importante observar seu conteúdo, principalmente quando pensamos naquilo que apresentamos aos nossos filhos e netos e na responsabilidade de orientá-los durante sua formação.

Carlos Baku, Tony Fernandez, Roger Ferraz e outros nomes

Existem vários exemplos dessa produção nacional.

Carlos Baku, com Tribunal, apresenta uma HQ policial que considero muito boa e direta ao ponto.

Tony Fernandez, com Fantastic Man, representa outra produção dentro desse universo dos quadrinhos.

Já Roger Ferraz, com Medalha Zero, leva uma luta galáctica para São Paulo, mostrando como uma narrativa de grandes proporções pode conversar diretamente com um cenário brasileiro.

São exemplos de como os quadrinhos nacionais conseguem assumir diferentes formas e, ao mesmo tempo, dialogar com o mundo.

Também temos Mateus Nunno, responsável por Gavião Real. Suas cenas de batalha demonstram, na minha avaliação, a qualidade que determinados materiais nacionais conseguem alcançar.

Existe produção de qualidade sendo realizada no Brasil, mas muitas vezes essas obras ainda não recebem a atenção que poderiam ter.

Um mercado que precisa chegar mais longe

O desenvolvimento das HQs nacionais continua crescendo e conquistando presença em diferentes eventos culturais, especialmente nos espaços de Artist Alley, onde artistas independentes apresentam seus trabalhos diretamente ao público.

Esse movimento é importante porque os quadrinhos brasileiros precisam alcançar cada vez mais lugares.

Precisamos fazer essas histórias chegarem a diferentes regiões do país e também ao exterior.

Valorizar os quadrinhos nacionais significa valorizar nossos artistas, nossas histórias, nossas ideias e toda a diversidade cultural existente no Brasil.

A cultura brasileira não está limitada a um único estilo, autor ou região. Ela é formada por inúmeras vozes espalhadas pelo país.

É preciso conhecê-las, divulgá-las e permitir que encontrem seu espaço.

Isso é cultura. Isso é Brasil.

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